Notícias

RETROSPECTIVA 2019

Programa Fomento Rural fortaleceu a produção de mais de 11 mil famílias que vivem no campo

publicado: 30/12/2019 15h56, última modificação: 15/01/2020 12h26
O investimento total foi de R$ 28 milhões
Marina_Calculé_6.jpeg

- Foto: Clara Angeleas/Ministério da Cidadania

 Sair da pequena Caculé, município do sertão baiano com pouco mais de 20 mil habitantes, nunca foi uma opção para Marina Soares, de 37 anos. Com dois filhos, ela teve de buscar ajuda para garantir o sustento da casa após o marido enfrentar problemas de saúde. E foi no próprio quintal que a oportunidade apareceu. Ela conseguiu se estruturar como agricultora familiar por meio do Programa Fomento Rural. A iniciativa ligada ao Ministério da Cidadania busca garantir melhores condições de vida para as famílias rurais em situação de pobreza, investindo na produção de alimentos e na geração de renda. Em 2019, foram atendidas mais de 11.732 famílias. O investimento total foi de R$ 28 milhões.

Com o acompanhamento de técnicos da Assistência Técnica e Extensão Rural, Marina investiu R$ 2,4 mil e construiu um galinheiro. O recurso foi pago em duas parcelas pelo governo federal. Hoje, o sustento da casa é gerado pela venda de ovos sempre fresquinhos. “A vida melhorou. É pouco, eu sei que é. Mas R$ 6 uma dúzia de ovos para quem não tinha nada é muito. É devagar que você começa as coisas e vai longe”, disse.

Em Ibipitanga, distante 270 quilômetros, o Programa Fomento Rural também auxilia um grupo de mulheres que produz bolos, biscoitos, pães e doces. Elas foram orientadas a montar um único projeto, mas coletivo: uma cozinha com máquinas adequadas para a produção dos alimentos. Para a coordenadora, Belinha Duarte, o Programa transformou a realidade local. “O Fomento foi muito importante porque a gente não tinha condições de comprar os equipamentos para trabalhar. A gente trabalhava fazendo as massas com a mão, no forno à lenha. Agora, ganhamos o nosso dinheiro, um dinheiro mais crescido. Já cadastramos a associação no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE). Hoje, trabalhamos e entregamos para o PNAE”, destaca.

Para a superintendente da Bahiater - órgão de Assistência Técnica e Rural da Bahia-, Célia Watanabe, o acompanhamento dos técnicos, como estabelecido pelo Programa de Fomento Rural, é fundamental para que os projetos alcancem bons resultados. “O técnico ou a técnica que acompanha aquela família elabora o projeto para a aplicação do fomento. Depois disso, recepcionamos estes projetos. Eles só são encaminhados depois que a nossa equipe de monitoramento e fiscalização dos contratos valida aquele projeto. E aí, o Ministério da Cidadania libera o recurso”, detalha.

Para o ministro da Cidadania, Osmar Terra, o Programa possibilita novos horizontes para as famílias de baixa renda que vivem no campo. “É o que falta para desencadear um processo, um círculo virtuoso de desenvolvimento econômico para aquela família. É a possibilidade de comprar uma semente de melhor qualidade, que tenha uma produção melhor. É a possibilidade, inclusive, de ter um tipo de produção elaborada a partir da produção rural. De agregar valor à produção rural”, enfatiza.

A seleção das famílias para o Programa Fomento Rural é realizada por empresas de assistência técnicas, como Emater, e outras entidades que atuam no campo, contratadas para oferecer o serviço de acordo com informações do Cadastro Único para Programas Sociais do governo federal.

Assessoria de Comunicação
Ministério da Cidadania

Informações para a imprensa:
(61) 2030-2266 / 2412
www.cidadania.gov.br/imprensa